Caixa libera recursos para crédito imobiliário


07/11/2017 15:47:49

A Caixa Econômica Federal decidiu redirecionar R$ 8,7 bilhões em recursos disponíveis em várias linhas de crédito para o financiamento imobiliário. Os recursos estão disponíveis desde segunda-feira, 6, e são destinados às famílias com renda bruta de até R$ 4 mil, especialmente no programa "Minha Casa Minha Vida". 

Os empréstimos que usam recursos da poupança, o chamado Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - segmento bastante usado pela classe média, continuam paralisados por falta de dinheiro e só devem ser retomados em 2018. Segundo a Caixa, o banco decidiu priorizar as operações de crédito para o segmento habitacional de menor renda - segmento que responde por cerca de 86% dos contratos imobiliários da instituição.

Para isso, a assessoria de imprensa do banco destaca que não houve injeção de capital novo e o banco apenas redirecionou o dinheiro disponível que não havia sido usado em outras operações para famílias e empresas, como desconto de duplicatas e capital de giro.

Com o redirecionamento dos recursos, a Caixa espera "normalizar" a situação do financiamento imobiliário para as famílias que ganham até R$ 4 mil mensais. "Com essa suplementação, a Caixa garante recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa Minha Vida", cita o banco em nota.

Apesar da demanda nas agências e correspondentes da Caixa, esses financiamentos não estavam sendo aprovados pela falta de recursos. Exatamente por esse problema, o banco havia anunciado nos últimos meses restrições à concessão de novos financiamentos imobiliários.

O banco também anunciou que os pedidos de crédito imobiliário feitos até setembro e que ainda não foram aprovados terão prazo extra - até o fim de novembro - para conclusão da tramitação. Sobre as operações que usam os recursos da poupança, a Caixa informa que não houve alteração e, diante do fim dos recursos previstos em 2017, a linha de crédito só deve ser retomada no próximo ano.

Fonte: Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo.


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